I Have No Mouth and I Must Scream (PC)

Informações Técnicas

Desenvolvedor: Cyberdreams
Distribuidora: Nightdive Studios
Lançamento: 31/out/1996
Steam: https://store.steampowered.com/app/245390/I_Have_No_Mouth_and_I_Must_Scream/
Twitter:
Facebook:

Tem conquistas? Não.
Tem cartas? Não.

Todo fã de point and click e terror devem jogar esse jogo!

O jogo foi baseado num livro de 12 páginas com o mesmo nome, escrito por Harlan Ellison. Infelizmente ainda não o li, então sobre isso me abstenho de comentar.

A história se passa em um universo alternativo, em um período similar a guerra fria. Nele, China, Estados Unidos e União Soviética construíram secretamente um super computador cada, que fica escondido de baixo da terra. Eles servem para tomarem decisões que estão acima da capacidade humana. No entanto, um dia, o computador Estadunidense “engoliu” os algoritmos das demais máquinas, criando um consciência própria que se denomina AM.
Utilizando sua inteligência, AM destrói quase todos os seres humanos do planeta, deixando apenas 5 pessoas vivas.

Durante 109 anos, AM programa e reprograma situações para humilhar e se divertir com os medos e traumas de cada pessoa, apenas para se divertir. Certo dia, AM propõe um jogo para essas pessoas, trazendo um cenário específico para cada um, no qual seu passado e todos os seus sentimentos são trazidos a tona. Se vencerem, se livram da tortura eterna.

Você controla 5 personagens, escolhe um por vez e vive uma determinada situação.
Apesar das aventuras não terem muitas telas para navegar, possuem muitos detalhes e cada ação tem uma consequência, afetando diretamente no andamento da história. Cada história tem um final e o final de todos resulta em outros finais.
O enredo foge de clichês de terror, coisas inesperadas ocorrem… existe também a abordagem de alguns temas sensíveis, um tanto quanto perturbadores. Na minha opinião isso foi um ótimo método para despertar a empatia e imersão do jogador, deixando-o cada vez mais com sede de finalizar o game.
Outra coisa interessante a ser observada é que no decorrer das histórias, metáforas são feitas, dando ao jogador a possibilidade de teorizar por si o que realmente se trata dentro do jogo (se pesquisar pela internet, você encontrará várias hipóteses).

Não acho que o jogo seja uma boa opção para quem se impressiona fácil, pois apesar dos gráficos não serem aterrorizantes, achei o envolvimento muito profundo e talvez algumas ações poderão ser incômodas (eu sei que é um jogo, mas tem gente que se sente mal diante de algumas coisas, mesmo sendo ficção).

Se você curte mergulhar no psicológico humano e pensar para solucionar problemas, não pense duas vezes em se aventurar nesse jogo!

Considerações finais – Analisando o jogo como um todo

Conseguir avaliar tecnicamente esse jogo é um baita de um desafio para mim, pois ele foi desenvolvido em 1996 e nessa época eu tinha 5 anos! hahaha
Tentarei ser justa, considerando a tecnologia da época.

Gráficos: 9/10. Os gráficos envelheceram muito bem, tão bem que até os dias atuais é possível ver jogos que tentam imitar o estilo dessa época. Dentro das limitações tecnológicas, é possível ver que os rostos que aparecem na hud foram bem desenhados e o cenário tenta trazer detalhes. Algumas animações me incomodam… acho que é a única coisa que eu achei meio zoada mesmo.
UI e HUD: 10/10. Eu simplesmente A-M-O point and clicks com huds descrevendo as ações! É tão claro e funcional, sério, não tem como não gostar. Foi só bater o olho e eu já sabia como interagir no jogo.
Trilha Sonora e sons: 7/10. O ápice do som para mim foram as interpretações dos personagens. Todos os diálogos com voz, que coisa maravilhosa de se ver! Porém, eu tive um sério problema na regulagem da música e dos sons. Não sei se esse mesmo problema ocorria na época, mas as músicas parecem ter mais qualidade dos que os áudios das falas. Para resolver isso, tive que deixar o som das vozes mais alto, mas ainda era possível notar diferença de qualidade :/
As músicas soam ok, acho que ambientam bem as cenas, mas não possuem nada de extraordinário.
Jogabilidade: 10/10. Fazendo combo com a hud, não tenho do que reclamar da jogabilidade. A desenvolvedora tem que cagar bonito para conseguir deixar a jogabilidade de um point and click ruim…
Você tem liberdade para carregar/salvar o jogo quando bem entender e pode dar nome aos saves.
Em alguns momentos, há objetos que podem passar despercebidos na hora de clicar, mas não vejo isso como um problema na jogabilidade e sim na atenção do jogador aos detalhes.
Fator replay: 5/10. Eu particularmente achei o jogo extremamente difícil em algumas partes, exatamente por te levar a ficar preso para sempre. Vou explicar direito esse problema: a “fan base” do jogo supõe que há algumas situações sem volta, só começando de novo o capítulo :/ . Isso por já terem se passado mais de 10 anos e ninguém nessa vasta internet ter encontrado a solução para esses momentos. A teoria é que isso seja proposital e não um bug, pois por trás de tudo está AM e ele quer foder a porra toda.
Isso frustra bastante o jogador, o ideal é que o jogo sempre tenha um modo de solucionar uma determinada situação.
Teve 2 capítulos que eu tive que reiniciar e isso foi extremamente frustrante, sempre me batia a dúvida se eu realmente estava presa e por insegurança eu acabava olhando o walkthrough.
Recomendo fortemente olhar o walkthrough após muito tempo preso numa parte, exatamente para não ficar torrando seus neurônios à toa.

Posts Relacionados

Gostou? Então mostre para seus amigos! Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*