Never Alone (Kisima Ingitchuna) (Xbox One)

Informações Técnicas

Desenvolvedor: E-Line Media
Distribuidora: Upper One Games / E-Line Media
Lançamento: 19/nov/2014

Outras plataformas: PlayStation 4, PC, Android e iOS.

O jogo conta a história de Kunuuksaayuka, um conto tradicional Inupiat (povo nômade do Alaska, que existe desde tempos pré-históricos). É sobre uma nevasca que põe em risco a vida de uma aldeia inteira.
A parte mais interessante do game é que a narrativa inteira é feita no idioma nativo dos Inupiat, nos dando uma imersão muito boa!

Você controla uma menina chamada Nuna e uma raposa, e deve utilizá-los de forma estratégica para passar pelas fases. O jogo mistura puzzle com plataforma, trazendo uma jogabilidade bem peculiar.
Conforme você vai avançando, vai encontrando personagens de lendas desse povo e desbloqueando vídeos gravados pela própria comunidade Inupiat.

Considerações finais – Analisando o jogo como um todo

Gráficos: 9/10. A arte do jogo é muito bonita. Pelas próprias screenshots que tirei é possível ver que o in game parece cutscene.
Durante as transições de fases, há cenas narradas com ilustrações bem no naipe “homem das cavernas”, dando um ar bem rústico. Muito bonito mesmo, a ambientação ficou dez.
A única coisa que eu não gostei é que nos trechos onde há apenas neve a visibilidade é bem ruim. O cenário fica muito branco, a luz fica muito estourada, além de não ficar muito nítido alguns trechos, cansa a visão depois de um tempo.

UI e HUD: 10/10. O menu do jogo é super fácil de entender e o jogo não possui hud.

Trilha Sonora e sons: 10/10. Os sons e a própria narrativa trazem bastante imersão a cultura Inupiat. Eu particularmente gostei bastante, achei que ficou bem trabalhado.

Jogabilidade: 5/10. Não sei se em outras plataformas há esse problema, mas no Xbox One a jogabilidade é muito bugada. É super comum você pular em alguma área e a Nuna travar ou não identificar o objeto a ser escalado. Eu morri diversas vezes por causa disso e confesso que isso foi algo que me irritou muito (a ponto de quase desinstalar o jogo).
Outro problema muito comum é você manter a raposa em uma determinada posição para a plataforma da Nuna aparecer, mas quando você muda o controle para a Nuna e começa a movimentá-la, a raposa acaba andando um pouco (por causa da inteligência artificial mesmo, para não ficar estática) e isso faz o objeto sumir (causando morte na menina, porque quase sempre esses objetos ficam flutuando sobre um local sem chão). Isso costuma ser um bocado frustrante, pois essas plataformas ficam visíveis apenas quando a raposa está perto delas. Em coop isso é algo totalmente contornável, mas no single player torna a jogatina desmotivante.
A dificuldade do jogo é bem baixa, o desafio acaba ficando mais por conta dos puzzles (que também não são difíceis).
Cheguei a jogar um pouco em modo cooperativo com o Alvinhu, e gostei bastante! Bem melhor que jogar no single player, na verdade.

Fator replay: 1/10. Os bugs da jogabilidade não me fazem querer jogar novamente, nem mesmo para terminar de conseguir os achievements.
O jogo é muito poético, é lindo de se ver, de se apreciar. Mas achei bem falho como produto, infelizmente.

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