ToeJam & Earl: Back in the Groove (Xbox One)

Informações Técnicas

Desenvolvedor: HumaNature Studios Inc
Distribuidora: HumaNature Studios Inc
Lançamento: 01/Mar/2019

Outras plataformas: PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.

Back in the Groove é a união do que há de melhor do primeiro e segundo jogo da franquia ToeJam & Earl!
ToeJam, Earl e suas amigas (sim, o jogo conta com novos personagens!) estavam viajando pelo espaço, quando “acidentalmente” Earl pressiona um botão escrito “não aperte”… e então a nave que estavam explode e todas as suas peças vão parar no planeta Terra.
Seu objetivo é encontrar as peças da nave, numa aventura ao melhor estilo roguelike, exatamente como no primeiro jogo!

Alguma mecânicas do jogo foram melhoradas e com certeza a melhor delas foi o sistema de upgrade. Conforme você anda pelas fases e procura por objetos em arbustos e árvores (exatamente como no segundo jogo), você acumula uma quantidade x de experiência. Ao acumular o suficiente, basta apenas falar com o Cenourão (se lembram dele? O tio vestido de cenoura, do primeiro game) e ele lhe dará a “benção” para subir de nível. Vale ressaltar que as gírias foram muito bem localizadas, e ao evoluir você pode ter títulos como “docinho”, “cachorrão”, “cdf” e “o cara”.
Após evoluir, você é presenteado com uma espécie de caça nível que vai sortear um prêmio (que pode ser mais experiência ou um presente, por exemplo) que lhe ajudará em algo durante o gameplay.

A Hyper Funk Zone retorna, exatamente como no segundo game. Nela você pode acumular mais experiência para dar upgrade em seu personagem.
E por falar em personagem, o jogo conta com algumas caras novas! Latisha e Lewanda são duas garotas que você pode selecionar logo de cara. Ao finalizar o jogo, há três outros personagens para desbloquear: Geek ToeJam, Peaboo (um aline random) e a mãe do Earl (!!!).

No primeiro game, os únicos atributos que os personagens tinham era o tamanho da barra de vida e velocidade. ToeJam era mais rápido, porém tinha a barra de vida menor, enquanto Earl era lerdão mas possuía mais vida.
Em Back in the Groove, novos atributos foram inseridos e cada personagem possui uma combinação específica (velocidade, hp, habilidade de busca e para abrir presentes, sorte e tamanho do inventário), além de uma skill única (o novo Earl por exemplo, recupera vida mesmo comendo comida estragada) e um conjunto de presentes iniciais.

Além do cenários clássicos, colocaram também uma fase no gelo e outra no escuro (os personagens usam uma lanterna para enxergar).
No meio do jogo, é possível encontrar alguns aliens que lhe permitirão dançar e criar suas próprias batidas, ao melhor estilo Guitar Hero de jogar. Após a dança, você receberá uma nota, que terá total influência nos prêmios liberados (dinheiro e presentes).

E não acaba por aqui! Lembram dos elevadores, que te levavam para o estágio seguinte, no primeiro jogo? Para deixar o jogo mais interessante (e difícil), colocaram um elevador fake, que pode te levar para o andar de baixo.
Os diálogos dentro do elevador foram mantidos, assim como os fundos com aquelas estampas psicodélicas maravilhosas. <3

Além dos inimigos e terráqueos bonzinhos clássicos, alguns novos foram adicionados.
Não vou ficar dando spoilers, mas um grupo de terráqueos que eu achei bem engraçado foi o de jogadores de RPG. O que eles fazem? Jogue e descubra!

Considerações finais – Analisando o jogo como um todo

Gráficos: 9/10. Confesso que no começo achei a arte bem zoada. A animação parece de jogos em flash e isso realmente me incomodou muito! Mas ao jogar, até que não ficou ruim… muito pelo contrário, o estilo definido acabou combinando perfeitamente com a estética colorida do jogo.

UI e HUD:
10/10. A UI manteve um estilo similar ao do primeiro jogo. Você pode habilitar a thumbnail do mapa, no lado esquerdo da tela.
Os menus são bem claros e funcionais, não tive nenhuma dificuldade de entender as opções.

Trilha Sonora e sons: 9/10. Músicas excelentes! Composições com a mesma pegada do primeiro e segundo jogo, super dançantes e que grudam na cabeça.
Única coisa que me deixou triste foi que apenas duas músicas do primeiro jogo ganharam espaço no game. Pensei que haveria um jukebox com todas elas, ou algo do tipo. :/

Jogabilidade: 8/10. Muitas novidades apareceram e um tutorial seria inevitável para não deixar os novos jogadores perdidos.
O modo tutorial é uma espécie de modo “super easy”. Cada ação libera uma plaquinha explicando o que aconteceu e as fases são muito pequenas e possuem bem menos inimigos.
Apenas o tutorial e modo Mundo Fixo estão liberados, para liberar o modo Mundo Aleatório, é necessário chegar ao nível 10 do Mundo Fixo.
O Modo Aleatório Difícil também fica bloqueado e só é liberado após finalizar o jogo no Mundo Fixo.

Notei que a dificuldade aumenta bastante quando você joga no modo cooperativo. Eu particularmente acho muito mais divertido jogar nesse modo.
O jogo conta com um suporte para jogar cooperativo online, no qual você pode jogar tanto com amigos adicionados (no meu caso, na Live) quanto com pessoas aleatórias, mundo afora.

Infelizmente, o jogo me trouxe uma grande decepção: após liberar todos os mundos e já ter desbloqueado dois personagens, quando fui jogar outro dia meu save havia desaparecido! 🙁
Não entendi o motivo desse bug ter ocorrido, mas foi realmente algo que me deixou bem putassa da vida (e triste).

Outro bug feioso que peguei, foi que ao abrir a interface do Xbox, ao invés de aparecer o nome do jogo estava “My app title in LANGUAGE” (sim, com a última palavra toda em letras maiúsculas). Espero que corrijam isso logo.

Fator replay: 10/10. Jogo divertidissímo, cheio de coisas para desbloquear. Ótimo para jogar tanto no single player quanto em co-op.

Eu gostei muito do jogo, superou muito as minhas expectativas!
Achei que ia ficar bem meia boca, mas não ficou! Com certeza vai agradar quem jogou os jogos de Mega Drive, a nostalgia bate forte!

 

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