Castlevania Advance Collection
PC Retrô

Castlevania: Harmony of Dissonance (PC)

Informações Técnicas

Desenvolvedor: Konami Digital Entertainment
Distribuidora: Konami Digital Entertainment
Lançamento: 23/set/2021
Steam: https://store.steampowered.com/app/1552550/Castlevania_Advance_Collection/

Tem conquistas? Sim.
Tem cartas? Não.

Outras plataformas: Game Boy Advance e Virtual Console.

Castlevania: Harmony of Dissonance faz parte da coletânea Castlevania Advance Collection.
Trata-se de um remaster da versão de Game Boy Advance.

 

A história se passa no ano 1748, exatamente 50 anos após Simon Belmont derrotar Dracula. Aqui você controla Juste Belmont, neto de Simon.
Junto com Maxim (seu melhor amigo), Juste sai a procura de Lydie, que coincidentemente está aprisionada em um castelo.

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Considerações finais – Analisando a obra como um todo

Gráficos
Para quem está acostumado com jogos mais modernos, talvez os pixels de Harmony of Dissonance não pareçam o suficiente, dando a sensação de que há pouco espaço para uma arte mais detalhada. Ao menos eu tive essa impressão.
Mas vale lembrar que este jogo foi lançado originalmente em 2002 e nessa época esse tipo de arte era bem mais aprimorada do que em sua geração anterior.

Após me acostumar com a resolução do jogo, a arte me pareceu bem mais agradável.
Os cenários são muito detalhados, assim como as animações dos personagens e inimigos.

Para quem jogou o clássico Symphony of the Night, várias referências não passarão despercebidas. Eu até diria que algumas salas são exatamente as mesmas.
Acho que o mais notável é uma certa semelhança de Juste com Alucard, principalmente em sua movimentação e cabelo.

Como de costume, inimigos de jogos anteriores retornam nessa versão. Alguns exatamente iguais a designs antigos (Medusa Head e Fleaman, por exemplo) e outros redesenhados (como o Merman).

 

UI e HUD
A HUD é super intuitiva, se você já jogou algum outro Castlevania irá conseguir entender tudo facilmente.
Há uma barra para a sua vida, uma para o seu MP e um contador que irá exibir a quantidade de corações. Ao lado dos seus corações, a arma secundária que está equipada.

Ao abrir o menu, num primeiro momento ele pode parecer complexo, com muitas opções. Mas ele também é bem fácil de entender, com nomes e descrições intuitivas.

Eu não consegui decorar o nome das áreas, pois infelizmente ele só aparece quando você entra no local pela primeira vez. Achei isso bem ruim, pois constantemente me sentia perdida, ainda mais quando fiquei presa em algumas partes e não sabia como procurar a solução no guia.

Essa versão da coletânea traz um indicativo no lado direito da tela, mostrando os itens coletáveis que cada área possui. Isso me ajudou bastante a não ir atrás de um detonado para conseguir coletar esses objetos.

Para mim, o ponto negativo está na falta de clareza ao utilizar os portais. Quando você os desbloqueia, em nenhum momento o jogo lhe mostra que você pode viajar pelos os que já foram ativados. Acabei descobrindo isso acidentalmente, quando apertei para baixo sem querer.
[ads_blur_spoiler]Essa confusão aconteceu comigo pois esses mesmos portais são utilizados para você se mover entre o Castelo A e B.
Eu demorei para entender que eram dois tipos de comandos numa mesma tela e isso resultou em boas horas a mais de jogo, afinal de contas, o castelo é gigante![/ads_blur_spoiler]

 

Trilha Sonora e sons
De todos os Castlevania nesse estilo, esse foi o que deixou mais a desejar na trilha sonora.
As músicas até que combinam com o jogo mas não são marcantes. São todas bem sem graça e não passam quase nenhuma emoção.

Os demais efeitos sonoros estão bem ok ao meu ver.

 

Jogabilidade
Sem sombra de dúvidas, de todos os metroidvanias da franquia, esse é o mais fácil.
Tão fácil que tirando um ou dois chefes, todos os outros eu derrotei de primeira – incluindo [ads_blur_spoiler]o Dracula e a Morte[/ads_blur_spoiler].

Por outro lado, achei ele muito confuso na parte de exploração.
Devido ao castelo ter duas versões, ficar transitando entre elas me deixou perdida diversas vezes.
Isso sem contar os momentos em que eu não entendi o que precisava fazer para avançar no jogo, pois precisava achar os itens que desbloqueavam as portas.
Infelizmente em algumas partes, eu precisei recorrer a um detonado para não perder o tesão da jogatina e acabar abandonando tudo por estar travada.

Juste tem a habilidade de utilizar livros mágicos que ao serem combinados com as armas secundárias, lhe dão um poder específico.
Achei isso bem legal, pois meu deu a liberdade de customizar o personagem com o poder que eu achava mais útil.

Em certas áreas haverão puzzles para serem resolvidos. Teve somente dois que eu não consegui solucionar sem a ajudar de um guia: como quebrar a pedra em um dos caminhos próximos a Luminous Cavern e o último puzzle das caixas, na parte inferior do castelo A.

A história é bem ok. Não é algo que me prendeu muito e nem algo que eu me importo, para ser honesta. Desses metroidvanias, eu curto muito mais a lore do que o meu objetivo final.
O lance de explorar os cenários, apreciar o level design e inimigos é o que realmente me empolga nesse tipo de jogo.

Harmony of Dissonance possui 3 finais[ads_blur_spoiler], sendo que para ver o verdadeiro será necessário coletar todas as relics e enfrentar o Maxim no castelo B[/ads_blur_spoiler].

 

Replay e retenção
Eu sempre volto a jogar os metroidvanias do Castlevania. Sempre. Pode ser que demore um ano ou um pouco mais, mas eu sempre volto! Eu amo esse tipo de jogo e sempre que jogo me divirto demais explorando os cenários e comparando os inimigos com outras versões.

Ao finalizar o game pela primeira vez, será desbloqueado o modo boss rush.
Eu particularmente não curto muito, não vejo graça.

Também é possível jogar com o Maxim. Para isso, basta fazer o final verdadeiro, começar um novo jogo e na tela onde você digita o seu nome, deve escrever “Maxim”.
O gameplay com ele é bem mais rápido. Para quem curte uma gameplay diferente da original, com certeza essa run será interessante.

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