The Horror of Salazar House Cover
Indie PC

The Horror of Salazar House (PC)

Informações Técnicas

Desenvolvedor: Maldo19
Distribuidora: Torture Star Video
Lançamento: 15/Out/2020
Steam: https://store.steampowered.com/app/1405440/The_Horror_Of_Salazar_House/

Tem conquistas? Sim.
Tem cartas? Não.

Entre na pele da jornalista Elisa e investigue o desaparecimento de uma família que ocorreu em 1986.
Um jogo de terror com gráficos inspirados no Virtual Boy.

  • The Horror of Salazar House

Considerações finais – Analisando a obra como um todo

Gráficos
Eu gostei bastante da arte, que mesmo sendo um pixel art mais trasheira, deixou o jogo bem sinistrão.
As animações são bonitas

 

UI e HUD
Joguei o jogo inteiro em português e encontrei diversas vezes o texto atravessando as caixa de texto ou palavras pela metade. E alguns trechos com “localization not found”.
Isso não me prejudicou totalmente, mas houve momentos específicos que dificultou o entendimento da história.

Na hora da leitura do livro preto, devido a escolha de tons em vermelho e por causa da fonte pixelada, a visibilidade ficou bem ruim.

De resto, a interface é bem fácil de ser entendida.

 

Trilha Sonora e sons
A trilha sonora que reforça bem o clima macabro e tem aquele gostinho de retrô.
Com toda certeza em algum momento você vai se assustar com um jump scare, mas depois ele se torna previsível.

 

Jogabilidade
Se você gosta de jogos de terror, naquela vibe Clock Tower de explorar o local, solucionar puzzles e ao mesmo tempo fugir e se esconder, certamente irá gostar desse jogo! Mas calma ae, infelizmente eu tenho ressalvas.

A jogabilidade dele é bem simples e tem uma história interessante (apesar de ser meio genérica).
Você pode se movimentar tanto usando as teclas wasd quando clicando com o mouse nas setas direcionais da interface.

Não existe padrão para os momentos de perseguição. Mesmo que você se esconda, há momentos que o inimigo não vai embora e te mata. Há momentos que você não consegue fugir porque simplesmente o inimigo aumenta de velocidade e aparece na sua frente.
Isso de longe me pareceu uma mecânica proposital e sim algo mal programado que se esconde em aspectos de aleatoriedade.

Quando você está próximo de ser perseguido, a tela fica vermelho escuro. Ótimo, é um alerta intuitivo. Porém, cada sala do jogo muda de cor, algumas tem cores fixas e eu não encontrei nenhum padrão que justificasse isso.

Os bugs presentes no jogo me incomodaram bastante (e olha que eu costumo passar muito pano pra bugs em jogos indies hahaha).
O save não funciona como deveria. Se você salvar o seu progresso, resolver começar o jogo do zero e fazer algum final, mesmo que não tenha salvo em nenhum momento, o seu save não existirá mais. Exatamente como se tivesse sido sobrescrito. Fiquei puta da vida com isso, pois precisei reiniciar o jogo para liberar um final e acabei cagando o meu save.

Não existe slots para save, é um só e você que faça boas decisões.

O jogo é legal, mas poderia ser muito melhor se não houvesse tantos bugs.

 

Replay e retenção
A curiosidade de ver todos os desfechos foi o que me fisgou a continuar a jogar.
Utilizei um guia apenas para desbloquear três finais, dos quais realmente não fazia ideia de como fazer. Mas infelizmente devido ao bug do save, ficou apenas um pendente (“Família”) e eu não tive ânimo de começar tudo de novo para desbloqueá-lo.

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